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O Futuro do GIS: Confira As 10 Principais Tendências Para 2025

Se você trabalha com geoprocessamento e sensoriamento remoto, é imprescindível que se mantenha atualizado quanto às tendências tecnológicas do setor.

Sendo uma área que apresenta avanços constantes, estar um passo à frente é essencial para quem deseja sucesso como profissional de GIS.

Para ajudá-lo, neste artigo iremos abordar as principais tendências tecnológicas em 2025 para quem trabalha com GIS.

1 – Integração entre Inteligência artificial (IA) e GIS

Não há dúvidas que a inteligência artificial chegou para ficar. Mas como ela será capaz de afetar quem trabalha com GIS?

Embora ainda incipiente, a união de inteligência artificial com GIS vem se tornando tema central quando pensamos nas tendências futuras para o setor.

Gigantes como a ESRI, criadora do ArcGIS, já dão sinais claros do desenvolvimento de modelos de IA para o ArcGIS Pro. Esses modelos prometem facilitar o processamento de dados, sendo capazes de realizar análises espaciais complexas de forma automatizada.

Tarefas repetitivas que antes poderiam demandar dias para serem realizadas por profissionais especializados, agora podem ser realizadas em alguns poucos minutos com o auxílio da inteligência artificial.

Modelos de inteligência artificial já vem sendo desenvolvidos para identificar automaticamente objetos em imagens de satélite, classificar áreas de vegetação, detectar mudanças no uso do solo ou até prever desastres naturais.

Isso é apenas o começo. A tendência é que a inteligência artificial deixe de ser uma ferramenta auxiliar e passe a ser um constituinte essencial de qualquer sistema GIS moderno.

2 – GIS Cloud: Computação em nuvem para GIS

Embora já não seja nenhuma novidade para a área de GIS, o processamento e armazenamento de dados em nuvem vêm crescendo de forma avassaladora e se tornando uma tendência central para quem trabalha com GIS.

As possibilidades de acessar, editar, processar e compartilhar dados geográficos sem a dependência de hardwares potentes são os principais fatores que estimulam a utilização de computação em nuvem em sistemas de GIS.

Além disso, ao utilizar plataformas de computação em nuvem, é possível que equipes trabalhem de forma integrada por meio do compartilhamento em tempo real de dados. Isso é extremamente relevante para equipes multidisciplinares.

Sistemas de WebGIS, como o ArcGIS Online e o QGIS Cloud, vêm sendo constantemente aprimorados nos últimos anos, tornando-se ferramentas cada vez mais intuitivas e modernas para quem trabalha com geotecnologias.

Se você deseja saber um pouco mais sobre essa tendência pra GIS, recomendamos que acesse o conteúdo da GeoSense intitulado “O Que é WebGIS e Como Funciona?”.

3 – GIS Mobile: Smartphones e tablets e GIS

Coletar e visualizar dados geográficos em campo por meio de plataformas de GIS Mobile já é uma realidade para quem trabalha com geoprocessamento e sensoriamento remoto.

Por meio de smartphones ou tablets conectados a aplicativos de GIS Mobile, profissionais conseguem coletar dados em tempo real, mesmo em locais remotos e sem conexão com internet.

Aplicativos mobile como o ArcGIS Field Maps já permitem integração direta da coleta de dados em campo com o processamento de dados no ArcGIS Online ou ArcGIS Pro. Isso vem se tornando crucial para facilitar a conexão entre trabalhos de campo e escritório.

Com a evolução da tecnologia 5G, a tendência é que aplicativos de GIS Mobile se tornem ainda mais relevantes para quem trabalha com GIS.

4 – Satélites de alta resolução e GIS

Nos últimos anos, a tecnologia de satélites evoluiu rapidamente. Atualmente, já é possível obter imagens gratuitas de satélites de alta resolução que podem chegar a precisões centimétricas.

Para quem trabalha com GIS, isso representa um avanço significativo. Isso porque o aumento contínuo da qualidade das imagens de satélite abre novas possibilidades para aplicações de GIS.

Com satélites de alta resolução, profissionais conseguem detectar alterações no uso do solo, acompanhar o crescimento urbano, monitorar desmatamentos e avaliar impactos ambientais com muito mais precisão.

Além disso, o número de satélites e a frequência com que as imagens são atualizadas também aumentou significativamente. Algumas constelações de satélites já conseguem registrar a mesma área várias vezes por semana ou até mesmo diariamente.

Isso permite um monitoramento quase em tempo real do espaço geográfico.

Com mais constelações de satélites de alta resolução disponíveis, o acesso a imagens atualizadas e de alta resolução tende a se tornar padrão e não mais um recurso exclusivo de grandes instituições ou projetos.

5 – GIS 3D, CAD e BIM

Com o avanço e popularização de tecnologias como drones, sensores LiDAR e fotogrametria digital, a utilização de sistemas de GIS 3D vem se tornando uma tendência geral para profissionais da área de geotecnologias.

Softwares de GIS como o ArcGIS Pro já permitem a integração de dados obtidos por drones às suas sofisticadas ferramentas e recursos de geoprocessamento. A tendência é que conforme as tecnologias como drones e LiDAR se popularizam, a utilização de sistemas de GIS 3D também deve crescer.

Para quem trabalha com drones, isso se torna ainda mais relevante, pois podemos esperar uma melhoria contínua no processamento e exibição de dados obtidos por drones em softwares voltados para GIS.

Além disso, a integração entre GIS, CAD e BIM vêm se tornando cada vez mais relevante, em especial, para quem trabalha com modelagem 3D de ambientes urbanos.

A tendência é que essa integração evolua ainda mais nos próximos anos, apresentando inúmeras possibilidades de trabalho para profissionais de GIS.

Se você deseja saber um pouco mais sobre esse assunto, recomendamos que acesse o conteúdo da GeoSense intitulado “GIS, CAD, BIM: O Que São e Como Funcionam?

6 – Utilização de linguagens de programação em GIS

Processar um grande volume de dados geográficos em softwares de GIS pode parecer uma tarefa difícil. Porém, com o avanço das integrações entre linguagens de programação e softwares de GIS, isto vem se tornando cada vez mais simples.

A automatização do processamento de dados geoespaciais é uma das grandes tendências para quem trabalha com GIS.

Nesse contexto, linguagens como Python e R têm se destacado. Para quem utiliza o ArcGIS Pro, por meio da biblioteca ArcPy, já é possível realizar o processamento de dados por linhas de código.

Outras plataformas como o Google Earth Engine e o QGIS, também apresentam ferramentas voltadas para a automatização do processamento de dados por meio da utilização de linguagens de programação como o Python.

Além disso, as possibilidades de aplicação de técnicas de machine learning em ambientes de GIS, permite treinar algoritmos para as mais variadas aplicações, tornando ainda mais simples o processamento de um grande volume de dados.

Se você trabalha com GIS e não possui nenhuma habilidade em programação, esteja atento, pois esse é um requisito que tende a se tornar praticamente obrigatório para profissionais de GIS nos próximos anos.

Para que você conheça um pouco mais sobre esse assunto, recomendamos que acesse o conteúdo da GeoSense intitulado “Como Automatizar o Processamento de Dados Espaciais?”.

7 – Realidade Virtual (VR) e Realidade Aumentada (AR) em GIS

O avanço e popularização de tecnologias de realidade virtual (VR) e realidade aumentada (AR) é responsável por mudar a forma como interagimos com dados espaciais.

Se antes os dados geográficos eram analisados em mapas bidimensionais, agora é possível exibir dados em ambientes tridimensionais imersivos e de forma remota.

Dispositivos de realidade virtual permitem que usuários explorem modelos 3D em ambientes totalmente digitais. Por outro lado, a realidade aumentada permite sobrepor dados geoespaciais ao mundo físico, usando dispositivos móveis ou óculos inteligentes.

Apresentando possibilidades de integração com dados obtidos por fotogrametria digital, drones e LiDAR, a tendência é que essas tecnologias se tornem cada vez mais acessíveis e integradas à projetos que envolvem a utilização de GIS.

Se você deseja saber um pouco mais sobre esse assunto, recomendados que acesse o conteúdo da GeoSense intitulado “Realidade Virtual (VR) e Realidade Aumentada (AR) Para Usuários de Drones”.

8 – Cidades inteligentes e GIS

Uma smart city (cidade inteligente) é uma cidade que utiliza tecnologia, dados e conectividade para melhorar a qualidade de vida da população, otimizar a gestão urbana e promover a sustentabilidade.

Neste cenário, o GIS se torna fundamental. Isso acontece porque essa tecnologia permite que tenhamos uma visão integrada de todo o espaço geográfico urbano, sendo crucial para o desenvolvimento de cidades inteligentes.

Isso se reflete em novas formas de enxergar o espaço geográfico.

Por exemplo, por meio de tecnologias GIS, uma cidade inteligente pode identificar em tempo real padrões de tráfego urbano, áreas de risco de alagamento, desastres naturais ou incêndios, entre outras ferramentas fundamentais para a gestão urbana.

Os sistemas de GIS podem ainda ser integrados com outras tecnologias como a Internet-of-Things (IoT), Inteligência Artificial (IA), sistemas de CAD e BIM para promover ainda mais controle do espaço urbano.

Conforme o interesse em cidades inteligentes cresce, a tendência é que os sistemas de GIS sejam ainda mais relevantes, abrindo muitas possibilidades de trabalho para profissionais de GIS.

9 – ESG e GIS

A sigla ESG (Environmental, Social and Governance) representa um conjunto de critérios que avaliam o desempenho ambiental, social e de governança de empresas.

Neste cenário, as ferramentas de GIS se tornam fundamentais, uma vez que são extensamente utilizadas para monitorar impactos ambientais e sociais de empreendimentos.

Por meio do GIS, empresas podem analisar a localização de seus empreendimentos e planejar projetos com menor impacto ambiental e maior valor social.

Conforme as práticas de ESG ganham força, a tendência é que o GIS se torne ainda mais importante, se tornando uma ferramenta crucial para empresas que buscam se adequar à agenda ambiental, social e de governança.

10 – Geomarketing e GIS

A expressão geomarketing se refere à utilização de técnicas vinculadas à GIS para promover estratégias de marketing e vendas.

Esta área utiliza dados geográficos sobre localização, comportamento do consumidor e perfil demográfico para ajudar empresas a entender melhor seus mercados, escolher os melhores locais para atuação, planejar campanhas e otimizar recursos.

O geomarketing vem se consolidando como uma das maiores tendências dentro do universo GIS. Esta área apresenta inúmeras possibilidades de trabalho para profissionais de GIS, podendo ser aplicada à empreendimentos de praticamente qualquer natureza.

Conheça a GeoSense

Se você deseja trabalhar profissionalmente como ArcGIS, não pode deixar de conhecer os cursos profissionalizantes da GeoSense.

Abaixo, você irá encontrar os cursos da GeoSense voltados para profissionais iniciantes ou experientes que desejam aprimorar o seu conhecimento em Geoprocessamento, Sensoriamento Remoto e Mapeamento Aéreo Com Drones.

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